Olha para todos os lados como se fosse encontrar alguma nova pedra para remover, ou algum tipo de código para decifrar, como se fosse resolver algo. Espera algum tipo de sinal para poder agir, mas tudo que recebe é recuo, é medo de se entregar. Ainda há gosto de sangue na boca, a ferida ainda está aberta, ainda sangra, ainda chora... Os pés rastejam, mas nem saem do lugar. O barulho dos pingos se desfazendo no chão, caindo do lado de fora das paredes do quarto, te inspiram tristeza. Eles soam perfeitamente como as lágrimas que tem derramado. Do lado de fora das paredes existem muitos outros sentimentos, mas que talvez, somente a aparição do sol a faça lembrar. Precisa abrir a janela e ofuscar a visão, sentir as pupilas ardendo, quer que o brilho seja tão intenso, que te faça fechar a janela outra vez, e que desista de testar os novos sentimentos. Escolhe a música mais sombria e melancólica, quer a dor na sua última acepção, no seu último aspecto, no seu último grau. Algum tipo de sadomasoquismo involuntário, algo muito mal planejado por quem não parece almejar alegria alguma pra sua nova maneira de viver, uma maneira que ainda terá como protagonista aquela que se sente a mais indigna de experimentar e ter o deleite da vida. Sentir e ser o desgostoso, ás vezes parece mais prazeroso. É exatamente a inércia do corpo, a desídia que tem consigo mesma, a falta de alguém pra cuidar, de alguém pra lembrar que tudo que ela tem querido, tudo que ela tem pensado, até o modo como tem estado, é ilusão, são apenas devaneios da alma, uma mera confusão entre a cabeça, o espírito e o coração. Isso é tudo que se tem, desde que o pretexto que ela tinha pra respirar, sumiu, ultimou, virou pó. domingo, 2 de janeiro de 2011
Não quis falar do AMOR
Postado por
D
às
04:49
Olha para todos os lados como se fosse encontrar alguma nova pedra para remover, ou algum tipo de código para decifrar, como se fosse resolver algo. Espera algum tipo de sinal para poder agir, mas tudo que recebe é recuo, é medo de se entregar. Ainda há gosto de sangue na boca, a ferida ainda está aberta, ainda sangra, ainda chora... Os pés rastejam, mas nem saem do lugar. O barulho dos pingos se desfazendo no chão, caindo do lado de fora das paredes do quarto, te inspiram tristeza. Eles soam perfeitamente como as lágrimas que tem derramado. Do lado de fora das paredes existem muitos outros sentimentos, mas que talvez, somente a aparição do sol a faça lembrar. Precisa abrir a janela e ofuscar a visão, sentir as pupilas ardendo, quer que o brilho seja tão intenso, que te faça fechar a janela outra vez, e que desista de testar os novos sentimentos. Escolhe a música mais sombria e melancólica, quer a dor na sua última acepção, no seu último aspecto, no seu último grau. Algum tipo de sadomasoquismo involuntário, algo muito mal planejado por quem não parece almejar alegria alguma pra sua nova maneira de viver, uma maneira que ainda terá como protagonista aquela que se sente a mais indigna de experimentar e ter o deleite da vida. Sentir e ser o desgostoso, ás vezes parece mais prazeroso. É exatamente a inércia do corpo, a desídia que tem consigo mesma, a falta de alguém pra cuidar, de alguém pra lembrar que tudo que ela tem querido, tudo que ela tem pensado, até o modo como tem estado, é ilusão, são apenas devaneios da alma, uma mera confusão entre a cabeça, o espírito e o coração. Isso é tudo que se tem, desde que o pretexto que ela tinha pra respirar, sumiu, ultimou, virou pó.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário